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terça-feira, 4 de outubro de 2011

ANVISA DISCUTE PROIBIR INIBIDORES DE APETITE!

    
Anvisa discute proibir inibidores de apetite!

Anvisa começa a discutir proibição da venda de inibidor de apetite

Reunião pública deve decidir se sibutramina será retirada do mercado.
Não há consenso na Anvisa sobre se substância deve ser proibida.

Sandro Lima Do G1, em Brasília;
 
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a discutir por volta das 10h15 desta terça-feira (4) o relatório que recomenda a retirada do mercado dos medicamentos à base de sibutramina, um tipo de inibidor de apetite.
Na agência, não há consenso sobre o tema. Enquanto a equipe técnica defende a manutenção da comercialização da substância, a câmara técnica, que assessora a agência, crê que a sibutramina deve ser retirada do mercado.
A reunião pública acontece, segundo a agência, para "mostrar a transparência do processo de tomada de decisão da Anvisa e dar amplo conhecimento ao relatório, que tem cerca de 700 páginas".
Além da sibutramina, a agência analisa retirar do mercado outros inibidores de apetites conhecidos como anfetamínicos. As demais substâncias cuja venda podem ser suspensas são o anfepramona, o femproporex e o mazindol.
O uso dos medicamentos inibidores de apetite é defendido por médicos especializados no tratamento de obesidade, associações e sociedades médicas do setor.
Os inibidores de apetite atuam no cérebro dos pacientes. Lá existe um região conhecida como hipotálamo, que regula a sensação de fome e de saciedade. A Anvisa divulgou uma nota técnica em fevereiro na qual recomendava evitar o uso dos remédios (além da sibutramina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol), já que poderiam provocar efeitos colaterais como problemas cardíacos.
Caso a Anvisa decida pela proibição dos medicamentos, a única opção restante para combate à obesidade será o orlistate, medicação de alto custo que atua diretamente no intestino e reduz em até 30% a absorção de gordura.
EUA e Europa
A venda de remédios para emagracer com sibutramina foi proibida pela agência reguladora de remédios na Europa no início de 2010. A entidade alegou, na época, que trabalhos científicos apontavam o aumento do risco de problemas cardiovasculares em pacientes que usaram a sibutramina.
Conhecido como Scout, o estudo que levou a agência reguladora europeia a banir o medicamento contou com 9 mil pacientes obesos, monitorados durante 5 anos - parte deles recebeu sibutramina e outra parte tomou uma medicação sem efeito (placebo). Todos os integrantes da pesquisa passaram por dieta e praticavam exercícios físicos.
No caso dos Estados Unidos, a agência reguladora de alimentos (FDA, na sigla em inglês) também recomendou o fim do uso do medicamento. Com isso, a Abbott, empresa responsável pela venda da sibutramina, retirou o produto do mercado. Canadá e Austrália também são países onde o comércio da droga é vetado.

Fonte: G1.com.br

Um soco no peito: campanha antifumo!

Um soco no peito: campanha antifumo no Canadá ganha novas e fortíssimas imagens


Um soco no peito: campanha antifumo no Canadá ganha novas e fortíssimas imagens

São um soco no peito, feitas mesmo para impressionar as 16 novas imagens que a lei do Canadá, tal qual no Brasil, obriga a imprimir nos maços de cigarro e nas embalagens de todos os produtos do tabaco, como fumo para cachimbo, cigarrilhas e charutos. O Health Canadá, o Ministério da Saúde canadense, inclui nas embalagens mensagens sobre os malefícios da nicotina e dos mais de 5.000 produtos tóxicos presentes na fumaça dos cigarros.

A campanha canadense contém uma inovação: os textos e imagens procuram se aproximar do usuário e do leitor, lançando mão de histórias e rostos de pessoas reais.

Uma das imagens mais comoventes mostra Barb Tarbox, uma mulher que morreu de câncer de pulmão, em seu leito de morte. “Esperamos que sua imagem tenha forte impacto sobre um monte de jovens e isso é realmente o que Barb queria fazer [quando autorizou a foto]“, disse seu marido, Pat, ao jornal Vancouver Sun.

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"Quando você fuma, dá para notar os sinais. Cigarros causam vício e são prejudiciais"

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"É assim que fica quem morre de câncer de pulmão. Barb Tarbox morreu aos 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro"


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"Eu queria nunca ter começado a fumar. Fui diagnosticado como portador de câncer de laringe aos 48 anos. Tive minhas cordas vocais removidas, e agora respiro por um buraco na garganta"

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"Câncer bucal. Estas manchas brancas são uma forma de câncer bucal causada principalmente pelo hábito de fumar. Mesmo se sobreviver, você pode perder parte ou a totalidade de sua língua"

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"O simples respirar é uma tortura. Fumar fez meus pulmões entrarem em colapso quatro vezes antes que eu fosse diagnosticada com enfisema aos 42 anos. Sem meu tanque de oxigênio, parece que estou respirando por um canudinho"

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"Risco de cegueira. Fumar pode aumentar o risco de degeneração macular ligada à idade, uma condição que pode causar perda permanente da visão. Na maioria dos casos, não existe um tratamento eficaz [para isso

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"Cigarros causam câncer de bexiga. Produtos químicos tóxicos na fumaça do tabaco danificam o revestimento da bexiga, causando câncer. O sinal mais comum é sangue na urina"

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"A dependência do cigarro afeta gerações. Mãe e filha são dependentes do tabaco. A a droga [existente

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"Fumo: não, obrigado. O fumo passivo contém muitas substâncias químicas tóxicas que podem prejudicar o feto"

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"Seus filhos estão cheios de você fumar (aqui há um jogo de palavras, porque 'sick of your smoking' também pode significar, ao pé da letra, 'doentes porque você fuma'). O fumo passivo provoca mais frequentes e graves crises de asma em crianças"

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"Os cigarros são uma das principais causas de doenças cardíacas. Os fumantes têm até quatro vezes mais probabilidade de desenvolver doença cardíaca do que os não fumantes"

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"Um derrame cerebral pode deixá-lo inutilizado. Os cigarros são uma das principais causas de acidente vascular cerebral".

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"Fumar no carro não afeta apenas você. Ter as janelas abertas não protege os passageiros dos mais de 70 componentes cancerígenos presentes no tabaco"

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"Outra morte prematura... Fumar é a principal causa evitável de morte prematura no Canadá. Cerca de 100 pessoas morrem por dia devido ao uso de tabaco"

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"Olhe para o poder do cigarro... Lembre-se deste rosto e de que o fumo me matou." Barb Tarbox morreu ao 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro

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"A fumaça do tabaco prejudica a todos. Bebês expostos à fumaça do tabaco correm maior risco de morrer de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI)"

Fonte: Revista Veja.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Trio que estuda sistema imunológico leva Nobel de Medicina - Saúde - Notícia - VEJA.com


Trio que estuda sistema imunológico leva Nobel de Medicina - Saúde - Notícia - VEJA.com

Trio que estuda sistema imunológico leva Nobel de Medicina

Prêmio foi concedido a Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinma, que descobriram chave de ativação do sistema imunológico

Telão revela os vencedores do Nobel de Medicina 2011. Da esquerda para direita:  Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinman
Telão revela os vencedores do Nobel de Medicina 2011. Da esquerda para direita: Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinman (Jonathan Nackstrand / AFP)
Os cientistas Bruce Beutler, dos Estados Unidos, Jules Hoffmann, de Luxemburgo, e Ralph Steinman, do Canadá, receberam nesta segunda-feira o prêmio Nobel de Medicina de 2011. O trio de pesquisadores foi agraciado por seus trabalhos sobre o sistema imunológico.

Os premiados

Os cientistas que receberam o prêmio Nobel

  1. Bruce A. Beutler nasceu em 1957, em Chicago. É professor de genética e imunologia no The Scripps Research Institute na cidade de La Jolla, Estado da Califórnia.
  2. Jules A. Hoffmann nasceu em 1941 em Echtermach, Luxemburgo. Ele liderou o um laboratório de pesquisas em Strasbourg, na França, entre 1974 e 2009. Ele também foi presidente da Academia Nacional de Ciências Francesa entre 2007 e 2008.
  3. Ralph M. Steinman nasceu em 1943 em Montreal, no Canadá. Afiliado da Rockefeller University em New York desde 1970, ele é professor de imunologia e preside Center for Immunology and Immune Diseases.
Segundo comunicado do Comitê Nobel, em Estocolmo, os pesquisadores foram premiados porque suas pesquisas "revolucionaram a compreensão do sistema imunológico, ao descobrir as principais chaves de sua ativação". Ainda de acordo com o comunicado: "Beutler e Hoffmann compartilham metade do prêmio por seus trabalhos sobre o sistema imunológico inato. Steinman é recompensado por seus trabalhos sobre o sistema imunológico de adaptação".
O americano e o luxemburguês dividirão metade do prêmio (1,48 milhão de dólares) e o canadense receberá a outra metade. Os três receberão o prêmio em uma cerimônia no dia 10 de dezembro, em Estocolmo, na Suécia.
Ao anúncio do Nobel de Medicina seguirão esta semana os de Física e Química, terça-feira e quarta-feira, o de Literatura, na quinta-feira, e o da Paz, na sexta-feira.
Descobertas - Os cientistas direcionaram suas pesquisas para encontrar as chaves essenciais do sistema imunológico, necessário para defender o corpo do ataque de bactérias e outros microrganismos.
Beutler e Hoffmann descobriram, em 1996, proteínas receptoras capazes de reconhecer os microrganismos que fazem mal ao corpo e ativar a imunidade inata - o primeiro passo para a resposta do sistema imunológico. Já Steinman foi premiado por sua descoberta em 1973, sobre células dendríticas, que ajudam a regular a imunidade adaptativa, o segundo passo da resposta do sistema de defesa.
A primeira linha de defesa, imunidade inata, pode destruir microorganismos invasores e desencadear uma inflamação que contribui para bloquear o ataque. Se os microorganismos conseguirem romper esta linha de defesa, a imunidade adaptativa entra em em ação. Com as células T e B, ela produz anticorpos e células assassinas para destruir as células infectadas. Depois de conseguir vencer a agressão infecciosa, o sistema imunológico adaptativo mantém uma memória imunológica. Ela permite uma mobilização mais rápida e uma resposta mais potente da próxima vez que ocorrerem os ataques do mesmo microorganismo.
“As descobertas dos três ganhadores do Prêmio Nobel abriram novos caminhos para o desenvolvimento de prevenção e tratamento contra infecções, câncer e doenças inflamatórias”, diz o comunicado. De acordo com o anúncio, o trabalho dos pesquisadores tem sido fundamental para aprimorar as vacinas contra doenças infecciosas e também no combate a tumores. Além disso, as descobertas contribuem com novas pistas sobre o tratamento de doenças inflamatórias em que os componentes do sistema de autodefesa atacam os próprios tecidos do corpo.
(com agência France-Presse)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

GANHE CONDICIONAMENTO E MELHORE SUA VIDA!

500 BRASILEIROS A CADA DIA DESCOBREM QUE TEM DIABETES!

Por dia, cerca de 500 brasileiros descobrem que têm diabetes

Endocrinologistas Alfredo Halpern e Marília Gomes foram convidados.
Saiba como reconhecer os sintomas da doença e buscar tratamento.

Do G1, em São Paulo
Diariamente, cerca de 500 brasileiros descobrem que têm diabetes, uma doença metabólica provocada pelo excesso de açúcar no sangue que acomete 10 milhões de pessoas no país.
Em todo o mundo, a epidemia atinge 366 milhões de indivíduos e mata 4,6 milhões por ano. Para aprofundar o assunto, o Bem Estar desta quarta-feira (28) recebeu os endocrinologistas Alfredo Halpern e Marília Gomes.
Manter o peso, não fumar, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios e fazer check-ups regulares são cinco dicas úteis para prevenir a doença.
dIABETES (Foto: Arte/G1)
Pães, bolos, macarrão e doces viram açúcar dentro do corpo, algo fundamental para termos energia e desempenharmos as atividades do dia a dia.
Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, no máximo, de 3 a 4 colheres de açúcar por dia. Quatro colheres de macarrão, um pão francês e uma fatia de bolo, por exemplo, já contêm 2,5 colheres.
Para medir os níveis de glicemia (açúcar) no sangue, os diabéticos usam o chamado "teste de destro", uma maquininha que fura o dedo e analisa o sangue. Quanto maior o nível de açúcar, mais difícil é para o corpo carregá-lo para dentro das células, onde ele vira energia. Veja abaixo os parâmetros usados:
Menos de 100 mg/dl – Normal
De 100 a 126 mg/dl – Pré-diabetes
Mais de 126 mg/dl – Diabetes
Segundo a endocronologista Marília Gomes, o tipo 1 é considerado pior, porque atinge mais crianças, adolescentes e jovens, e é de difícil tratamento. Nos últimos dez anos, o número de casos desse tipo da doença dobrou em alguns lugares.
Halpern destacou que muitas pessoas descobrem que estão diabéticas porque há uma alta concentração de açúcar na urina, o que pode até atrair formigas.
De acordo com o médico, a diabetes é a segunda maior causa de cegueira no mundo, por isso é preciso ficar atento.
Frutas com alto índice glicêmico:
Banana
Mamão e papaia
Manga
Uva
Caqui
Fruta do conde

Frutas com baixo índice glicêmico:
Pera
Maçã
Morango
Pêssego

 Fonte: http://g1.globo.com/bemestar.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Excesso Faz Mal!

CORPO Mais de corpo >>
Quando o exercício derruba nossas defesas


O sedentarismo deixa até o sistema imunológico preguiçoso. Mas, no extremo oposto, um estudo brasileiro culpa o excesso de malhação por efeitos igualmente nocivos à barreira natural do corpo contra infecções

por Theo Ruprecht • fotos Gust

O porte e, acima de tudo, a capacidade para superar provações físicas hercúleas dão a impressão de que um atleta não teria problema para sobrepujar vírus e bactérias que o desafiem. Esse senso comum ganha mais força com as claras evidências científicas de que a prática regular de atividade física fortalece o exército que combate microorganismos oportunistas. "Porém, dados epidemiológicos mostram que esportistas profissionais são três vezes mais suscetíveis a doenças infecciosas, principalmente as do trato respiratório", revela Tânia Pithon-Curi, educadora física da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo.

Em busca de respostas ao enigma acima, Tânia fez ratinhos correrem em uma esteira até a exaustão. Depois, analisou os chamados neutrófilos, células brancas com a habilidade de englobar e, assim, neutralizar invasores maléficos. A descoberta é surpreendente: uma única sessão de treino intenso foi capaz de estimular a apoptose, uma espécie de suicídio, desses pequenos soldados. "Normalmente, esse mecanismo serve para reciclar as defesas. Só que, quando ele é acelerado, o organismo fica em déficit por não conseguir produzir novas células na mesma velocidade", explica a pesquisadora. Resumindo, esforço físico demasiado diminui a resistência contra gripes, resfriados e companhia.

Quando falamos em exagero, não abordamos apenas quem vê a atividade física como profissão. Indivíduos que acabaram de trocar o sofá pela academia podem causar danos a si próprios com cargas que não fariam mal a outros mais condicionados. "O limite depende de fatores como o preparo físico, a idade, o sexo e até a alimentação do dia. Por isso o acompanhamento de especialistas é tão importante", relata o fisiologista Orlando Laitano, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Pernambuco.

Cruzar a linha individual entre uma prática física moderada e outra extenuante também eleva a concentração dos radicais livres, moléculas que, em altas doses, são nefastas ao sistema imune. "Além disso, eles aumentam as inflamações e o risco cardiovascular", afirma Cláudia Cavaglieri, fisiologista da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Isso sem contar que contribuem para o aparecimento de tumores.

Já está claro que não faltam motivos para evitar um abuso. As questões que ficam, no entanto, são se cada estrutura do corpo teria limites diferentes e se alguns deles poderiam ser extrapolados sem percebermos. Em outras palavras, nossa defesa contra vírus e bactérias pode se cansar antes do coração e, a partir daí, começar a sofrer silenciosamente? "O tema é controverso, mas há uma nova teoria de que, quando uma parte específica do organismo apresenta sobrecarga intensa, o sistema nervoso central sinaliza com fadiga generalizada", informa Laitano. Acreditando ou não nessa hipótese inusitada, os especialistas são unânimes em afirmar que dificilmente a exaustão e os problemas decorrentes dela afetem qualquer área ou função corporal antes do surgimento de sinais como dificuldade para respirar e cansaço da musculatura.

Avance no treinamento sem correr riscos Por um lado, o limiar da moderação precisa ser respeitado. Por outro, ele deve ser, aos poucos e com orientação, empurrado para a frente. "Se a intensidade ou a duração do exercício não são modificadas ao longo dos meses, ocorre uma adaptação do organismo. O que antes era adequado pode se tornar leve demais e, com isso, menos benéfico ao corpo", esclarece a educadora física Tânia Pithon-Curi.

Logo após deixar o sedentarismo, o correto é investir em práticas brandas. "Nessa etapa, é preferível focar no tempo de exercício do que na sua intensidade", complementa Páblius Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Em vez de correr por 15 minutos, tente caminhar por meia hora, por exemplo. Isso, além de promover melhoras expressivas, ainda diminui a incidência de lesões.

É essencial que o ajuste do treino seja constante nos primeiros 60 dias de ralação — de preferência, o educador físico precisa verificar o progresso da pessoa quinzenalmente. Durante esse período inicial, o ganho de força e de resistência é rápido graças a adaptações dos próprios nervos que se localizam nos músculos, inclusive no cardíaco. Depois disso, vale consultar quem está prescrevendo a malhação pelo menos a cada quatro meses. O médico também faz parte dessa história: o ideal é realizar um checkup completo anualmente para verificar eventuais anomalias. Com supervisão profissional e um pouco de calma, você chega lá — sem tropeços, tosses e espirros pelo caminho.

Na medida certa
Só os experts podem prescrever o exercício ideal para cada um. Contudo, há sinais que indicam quando o esforço está aquém ou além do desejado

Nem de menos
Se durante uma atividade física o corpo não mostra nenhum sinal de cansaço, talvez seja bom apertar ligeiramente o passo. Ausência de suor ou da sensação de relaxamento após a prática também indicam uma intensidade leve demais.

Nem a mais
Fique esperto com taquicardias, dificuldades para respirar, tonturas, insônia... "Inchaço, dores insistentes e vermelhidão nas articulações são outras mostras de que o ritmo está elevado", acrescenta o ortopedista Lafayette Lage, de São Paulo.


Fique de olho
Entenda por que certas condições exigem um cuidado especial com a atividade física

Obesidade
A união entre gordura de sobra e passadas vigorosas demais pesa nas articulações e ainda gera processos inflamatórios.

Diabete
Os medicamentos usados para controlar os níveis de açúcar no sangue, associados ao alto consumo de glicose de uma prática extenuante, podem culminar em hipoglicemia.

Asma
Se o pulmão trabalha em excesso para garantir oxigênio, o risco de uma crise sobe. O asmático sempre deve carregar sua bombinha durante o exercício.

Problemas cardíacos
Um coração fragilizado, quando exigido além da conta, pode falhar. Nesses casos se recomendam exercícios pouco intensos e prolongados.

Na dose ideal...
...os esportes asseguram benesses do último fio de cabelo até a ponta dos pés

Cabeça: eles incrementam a circulação sanguínea no cérebro, diminuindo o risco de derrames, e ainda ajudam a criar neurônios, o que garante uma maior capacidade cognitiva.

Coração: os exercícios mantêm todos os vasos em forma. Isso evita que o músculo cardíaco trabalhe arduamente para conseguir bombear sangue para todo o corpo.

Câncer: a modalidade esportiva favorita de um indivíduo, além de aplacar o estresse, fator de risco para o mal, controla hormônios que favorecem os tumores.

Diabete: o próprio emagrecimento já diminui a resistência à insulina. De quebra, a atividade física regular facilita a entrada de glicose nas células.

Ossos: eles são ativados pela movimentação muscular. Para aguentar a ligeira sobrecarga, tornam-se densos e fortes, o que afasta a osteoporose.


Em excesso...
...a atividade física perde seu potencial benfeitor e vira risco a inúmeros transtornos

Cabeça: a grande presença de hormônios do estresse decorrentes do exagero provoca dores e dificuldade para raciocinar. Em casos extremos, podem favorecer um acidente vascular.

Coração: se sua frequência fica para lá de alta por muito tempo, o músculo cardíaco se desgasta de tal forma que pode se degenerar — é o processo de um infarto.

Câncer: ao consumir toda a energia do corpo, faltam forças para combater a doença. Isso sem contar que um sistema imune fraco não lida com o tumor adequadamente.

Diabete: o diabético tem um risco aumentado de desenvolver transtornos cardíacos. A probabilidade sobe mais ainda quando ele extrapola no exercício.

Ossos: um esforço homérico altera o equilíbrio de hormônios responsáveis pela produção de massa óssea. Com isso, a ossatura fica frágil e propensa a fraturas.

Fonte:www.abril.com.br