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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Treinamento Resistido



Musculação reduz pressão arterial em
hipertensos, mostra estudo.

O treinamento de força é capaz de reduzir a pressão arterial
a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos
contra hipertensão.
Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.


A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica
de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),
orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau,
  professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. 
“Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do
exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão”, diz Bacurau,
“mas o benefício da musculação era pouco conhecido”. 


Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam
medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas
antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos
foram gradativamente retirados. 
“Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma
outra doença crônica, como diabetes”, aponta o professor da EACH.
Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete
grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas
ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos. 


“Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os
participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries
em cada aparelho com carga moderada, e  não em circuito, mudando
de aparelho a cada série, com carga baixa”, ressalta Bacurau.
 Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de
153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue
pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros
(sistólica) e 84 milímetos (diastólica). “A redução está no
mesmo patamar que é obtido com a medicação”, destaca o professor. 


Redução



De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em
torno de 5 milímetros,que já seria considerado um resultado satisfatório.
“No entanto, esse indice foi de  aproximadamente 13 milímetros, o que
comprova o efeito positivo do treinamento de força”, observa. 



Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados
durante quatro semanas. “Verificou-se que eles mantinham o mesmo 
efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização
dos exercícios”, afima o professor da EACH. 
“Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso
a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas
necessidades de vida”. 


A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da
força física e da flexibilidade . “Há uma tendência de que a pressão 
aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais
dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas 
simples”, afirma Bacurau.
 “Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os
hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas
mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares”. 


O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer
treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais 
de atividade física. “O ideal é fazer mais de um tipo  de exercício,
realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado
no controle da pressão arterial, além de outros benefícios”, conclui.
 
Fonte: Portal da Educação Física.
GRANDE ABRAÇO,
LEANDRO PINHEIRO
Personal Trainer

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Malhar em Jejum





Malhar de estômago vazio não
ajuda a queimar gordura, diz estudo

Revisão sobre o assunto foi publicado no "Strength and
Conditioning Journal".
Exercitar-se em jejum pode inclusive prejudicar a saúde.
Malhar enquanto se passa fome pode ir contra a sabedoria convencional, mas muitos
atletas e "ratos de academia" fazem força com o estômago vazio, acreditando que
dessa maneira irão queimar mais gordura.

O conceito, defendido em livros populares de condicionamento físico na última década,
dita que o ato de exercitar-se com o estômago vazio força o corpo a buscar combustível
nos depósitos de gordura acumulada em vez de correr atrás dos carboidratos mais
facilmente disponíveis depois de um almoço ou lanche pré-malhação.

Mas, embora isso pareça fazer sentido, pesquisas mostram que exercitar-se desse
jeito não oferece nenhum benefício, podendo inclusive trabalhar contra a saúde.

Após anos de revisão de pesquisas sobre o assunto, um relatório publicado nesse ano
no "Strength and Conditioning Journal" concluiu que o corpo queima basicamente a
mesma quantidade de gordura, desconsiderando se você se alimentou ou não antes
do exercício. Porém, você pode perder musculatura fazendo esforço em um estado de
esgotamento e, sem o combustível necessário para apoiar esse esforço, a intensidade
do exercício e a queima global de calorias podem sofrer redução.

Uma das pesquisas revisadas para o relatório examinou ciclistas quando treinavam
depois de comer e quando treinavam em jejum. Quando treinavam sem nada em
seus estômagos, aproximadamente 10% das calorias queimadas vinham de proteínas,
incluindo perda muscular.

Em uma outra pesquisa publicada em 2002, cientistas descobriram um benefício
adicional de uma refeição pré-malhação: mulheres saudáveis que consumiam 45
gramas de carboidratos antes de seu exercício acabavam comendo menos durante
o restante do dia.
Fonte: Portal da Educação Física.
GRANDE ABRAÇO,
LEANDRO PINHEIRO
Personal Trainer

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CELULITE!


Luz aplicada durante exercício físico reduz celulite.
Aparelho desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Carlos.

Folha.com
Um aparelho desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal
de São Carlos usa radiação infravermelha para turbinar os benefícios dos
exercícios físicos à saúde. E com um efeito que deve interessar às
mulheres: menos celulite.

A invenção consiste de duas placas contendo vários arranjos de LED (pequenas luzes).
Elas são instaladas em uma esteira comum de academia, uma de cada lado,
mais ou menos à altura dos glúteos.


































 Embora não seja perceptível a olho nu, essa radiação é absorvida pela pele e
inicia uma série de reações químicas no organismo.

A radiação infravermelha acelera o transporte de elétrons na mitocôndria
(uma estrutura que fica dentro das células) e a síntese de ATP, molécula que
é uma espécie de combustível que dá energia ao organismo.

O uso de ATP, no entanto, gera um subproduto indesejado: os ácidos lácticos,
que dão sensação de dor. O infravermelho diminui o acúmulo dessa substância e,
por isso, tem uma ação anti-inflamatória e analgésica no organismo.

"A pessoa consegue se exercitar com mais qualidade", diz Fernanda Rossi Paolillo,
doutora em bioquímica e uma das criadoras da técnica. O infravermelho
ajuda ainda na regeneração de tecidos, como pele, músculos, ossos e nervos.

"Esse uso já é conhecido. Mas, em geral, o infravermelho é sempre usado em repouso.
Como em clínicas de estética, por exemplo. Nosso diferencial foi aplicá-lo
durante o exercício. O infravermelho associado ao movimento teve
muito mais efeito", completa Paolillo.

Resultados

O estudo, feito durante um ano com voluntárias pós-menopausa,
indicou que as mulheres que se exercitaram com o aparelho
tiveram melhora significativa.

As mulheres faziam duas sessões de exercícios por semana, cada uma com
45 minutos de duração. Além de terem menor perda de massa óssea --um dos
efeitos da menopausa--, elas também tiveram redução do colesterol ruim até 20%
maior do que as mulheres no grupo-controle.

O exercício "turbinado" com o infravermelho também acelerou o fluxo de
oxigênio e de sangue, melhorando um problema que é mais estético do
que de saúde: a celulite.

O infravermelho combinado ao exercício diminui a retenção de líquido e
melhora a circulação na região das pernas e do bumbum, ajudando, e muito,
a reduzir os furinhos. Os melhores resultados foram nos casos de celulite
mais visível. Para Roberto Mattos, coordenador do departamento de laser
da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a técnica, apesar de correta na
teoria, ainda precisa ser comprovada por estudos maiores.

"Diferentes aparelhos que emitem luz têm boa influência sobre a celulite.
O exercício por si só ajuda. Então, em conjunto, há boas chances
de que a dupla funcione bem."


Fonte: Portal  da Educação Física


GRANDE ABRAÇO,
LEANDRO PINHEIRO
Personal Trainer